Hoje é um dia atípico para
os gaúchos com os protestos anunciados pelas polícias. Instaurou-se um certo
clima de medo na população. Medo de não poder sair às ruas, pois não haveriam
policias para garantir a segurança. Como assim? Então quer dizer que nos demais
dias podemos ficar tranquilos que nossa segurança está garantida. Ops! Tem alguma
coisa errada neste pânico anunciado. Nem o dia de hoje foi tão catastrófico e
nem nos demais temos a proteção que necessitamos, pela qual pagamos bem caro em
cada imposto recolhido.Quando se fala em segurança
ou na insegurança que vivemos atualmente, sempre tem alguém para dizer que no
tempo da ditadura não era assim. São os mesmos que acreditam que não havia
corrupção naquela época. Grande engano. Roubos, assaltos e corrupção sempre houve,
a diferença é que naquele período não eram divulgados como hoje. Claro que nos
dias atuais aumentou a violência, assim como a instantaneidade da notícia. Naquele
tempo não havia internet. Também não havia a liberdade de expressão e de
informação que hoje temos. E justamente pela falta de liberdade é que não se
sabia que a corrupção também campeava pelos altos escalões governamentais. Esta
o Lula não pode dizer, que nunca antes na história desse país houve corrupção.
É... talvez não com a mesma voracidade.Só para ilustrar, em 1980/81
fui assaltado duas vezes na rua, então não me digam que isto não havia, ainda
era o período da ditadura militar. Nesta época se falava, não em público é
claro, que nas obras das estradas, as licitações eram combinadas antes e cada
construtora ganhava um trecho da obra. As mesmas construtoras que estão
frequentando a Lava-Jato. No governo Sarney, o jornalista Jânio de Freitas,
publicou um anúncio nos classificados da Folha de São Paulo contendo o
resultado de uma licitação, cujos envelopes seriam abertos em data posterior à
publicação. Tá bom, sei que já não era na ditadura, mas o Sarney é o filho
dileto daquele período, legítimo representante do havia, e há, de pior em
Brasília.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
domingo, 31 de julho de 2016
MÚSICA É VIDA
Exatamente, música é vida. Se
prestarmos atenção, há um tipo de música para cada momento, ou seja, a vida de
cada um de nós tem uma trilha sonora, um fundo musical. Arnaldo Antunes, o
maior poeta da música contemporânea nacional, tem uma canção chamada Música para Ouvir, onde ele vai
relatando os diferentes tipos de músicas adequados a cada situação da vida.
A música é meu vício. Quando
perco o sono coloco os fones de ouvido e mergulho numa viagem sonora, não há
melhor calmante. Agora mesmo, enquanto escrevo, ouço Amigo Punk, da Graforréia Xilarmônica, a pouco ouvia Magic, do Queen.
Nos esportes, as vitórias dominicais
do Airton Senna nos deram o tema da vitória e aquele filme Carruagens de Fogo
deixou-nos seu legado musical com uma bela canção que até hoje é usada em
filmes e reportagens sobre os esportes. Ainda me lembro quando o Brasil foi
tricampeão mundial de futebol, isso entrega a idade, e tinha uma música que
começava assim: Noventa milhões em ação,
prá frente Brasil... Puxa! Éramos menos da metade da população de hoje! E o
prá frente Brasil era uma musiquinha
feita de encomenda para exaltar a ditadura militar que nos governava, mas isto
é outro história.
Também existem as canções
que marcam a vida dos apaixonados, aquela que ouviam quando seus olhares se
cruzaram ou que dançaram juntos, corpos e rostos colados, putz!, isto não
existe mais.
Na trilha sonora da vida, existem
situações que ainda estão carentes de uma canção que as identifiquem. Se existem
músicas para funeral, chamados de réquiem, não conheço alguma que marque o
nascimento, parece uma contradição, ter uma canção para celebrar a morte e não
haver uma para comemorar o início da vida. Para o casamento é o contrário,
enquanto temos a marcha nupcial está faltando o tema da separação. Está ai uma
ideia para os compositores, haha!
Mas é isso! Música, sempre
música e rock’n roll, off course.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Direitos Humanos
Assisti uma discussão de alguns colegas sobre a falta de respeito que a bandidagem tem para com a polícia nos dias de hoje. De um lado, afirmações de que a culpa desse desrespeito deve-se à proteção dos bandidos pelos defensores dos direitos humanos. De outro lado, a culpa era jogada na mídia, que não veicula com a mesma ênfase a morte de um policial, em relação à morte de um bandido. Ambos apresentando argumentação de suas teses antagônicas. Não entrei na discussão, afinal era um ouvinte à distância e nem deveria escutar a conversa alheia. Mas, eles falavam em voz alta e, se não entrei na discussão, não pude deixar de ouvi-la. Aquilo ficou martelando no meu cérebro. Como assim? A culpa ser dos defensores dos direitos humanos. Por si só, esta afirmativa já é contraditória. Quem defende os direitos humanos não tem lado, ou não deve ter. Os direitos humanos são conceitos universais que vão além da crise na segurança pública brasileira.
A primeira vez que ouvi algo sobre direitos humanos foi nos anos 70, quando vivíamos o período da ditadura militar. Direitos humanos naquele período significava denunciar a tortura, o desaparecimento e a morte daqueles que fossem contra o governo da época. Trazendo para os dias de hoje, denunciar a execução sumária de um suspeito, o desaparecimento do pedreiro Amarildo no rio de Janeiro ou uma ação de nítida e desproporcional violência, da polícia contra um protesto estudantil, é tarefa dos defensores dos direitos humanos, sim. Não se trata de diminuir a importância do aparato policial, necessário à sociedade. Também não posso concordar com a ideia de que a mídia, a grande imprensa, seja a culpada pelo deboche que a bandidagem faz à polícia. O que fazem é para impor-se no mundo do crime, aliás, não creio que eles fiquem na frente da televisão assistindo telejornais.
Para apimentar mais ainda esta discussão, lanço uma outra tese. O desrespeito que o bandido demonstra está diretamente ligado aos comportamentos desonestos de segmentos das próprias corporações policiais, muitas vezes associadas aos criminosos. É óbvio que a banda podre não representa o todo das polícias, afinal, não são policiais, mas bandidos do lado errado da mesa.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Escondidos no Perfume
Retomando
minhas caminhadas hoje ao final da tarde, depois de um longo tempo de
sedentarismo, deparei-me com uma cena nada agradável. Durante o trajeto,
avistei dois guris, acho que tinham uns quinze ou dezesseis anos, fumando um
baseado. Até ai nenhuma novidade, está cada vez mais “normal” assistirmos esta
cena. Continuei a caminhada, que tinha um percurso repetitivo, então passei por
eles novamente e continuavam a fumar. Um pouco depois, foram eles que passaram
por mim e estavam exalando um forte perfume de desodorante, destes em spray. Primeiro
um, depois o outro cruzaram por mim, e o perfume era o mesmo. De imediato
saquei a jogada dos malandrinhos, tomaram banho de perfume para camuflar o
cheiro da maconha que ficara impregnado neles. Detalhe, um deles usava mochila
escolar, ou seja, naquele horário deveria estar a caminho de casa. Não é
segredo para aqueles que me conhecem que sou radicalmente contra às drogas, por
isso conto esta história, como alerta aos pais para esta estratégia
dissimuladora que os adolescentes usam, a fim de não serem descobertos em suas
viagens que, infelizmente, na maioria dos casos não termina em finais felizes.
domingo, 17 de julho de 2016
Quanto vale uma vida?

Todos os dias recebemos
notícias que nos dizem que pessoas têm suas vidas tiradas por conta da vontade
de outras pessoas. Como assim!? Como alguém pode decidir, e por em prática, o
fim da vida de outra pessoa?
Mas é fato, está acontecendo
a todo momento, em todo lugar, na França, na Turquia, no Rio de Janeiro e na nossa
cidade, em nossa volta.
Aconteceu na França quando, um
maluco dirigindo um caminhão atropelou centenas de pessoas, matando mais de
oitenta delas durante as comemorações da Queda da Bastilha, justamente a data
mais importante para os franceses, símbolo da Revolução Francesa que pôs fim aos
regimes tirânicos de reis e rainhas. Pois este atentado está sendo reivindicado
pelo Estado Islâmico como sendo de sua autoria, por alguém que teria seguido
sua orientação. Daí pergunto, que orientação é esta que decide pela morte de
dezenas de pessoas? Não acredito que seja orientação de Alá. Um deus não daria
tal ordem, pois creio que uma religião não precisa da morte para se impor sobre
as outras, aliás, nenhuma religião deve impor-se às demais.
E na Turquia, quase trezentos
mortos em uma tentativa malograda de golpe militar. Quem decidiu que aqueles
que fossem contra ou a favor do golpe deveriam morrer? É claro que os que
decidiram não morreram. Nem o presidente turco, nem o líder militar golpista e
nem mesmo o líder religioso da oposição, que está bem longe da Turquia, nos
Estados Unidos. Mas então pergunto, quanto valeu aquelas vidas?
Aqui no nosso país, que vive
uma terrível crise na segurança pública, pessoas são mortas diariamente. Os assassinos
matam porque a vítima reage, porque não tem dinheiro para entregar, neste caso
a vida não vale nada. Matam para subir de posto na hierarquia da facção a qual
pertencem.
Então, o valor de uma vida
será definido não pelas suas próprias escolhas, mas, pelo que ela representa
nas escolhas de seu assassino.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Dia do Rock?
Hoje
é o dia do rock! Sim, hoje, ontem e amanhã. Para quem gosta do
rock'n roll, todos os dias são dias do rock.
Não
sou muito chegado a estas datas comemorativas, dia disto, dia
daquilo, Mas esta data em especial tem um significado relevante. O
dia 13 de julho foi escolhido por sugestão do Phil Collins devido à
realização, neste dia em 1985, de um showzaço organizado pelo Bob
Geldof, para arrecadar recursos para combater a fome na Etiópia. Uma
causa nobre recebendo a solidariedade da melhor das músicas, o rock.
Tá lá no Wikipédia, inclusive com o detalhe de que só é
comemorada no Brasil.
Em
meados dos anos 70 um amigo comprou um compacto do Eric Clapton, com
a música I Shot the Sheriff. Ele caiu na asneira de me emprestar e
por pouco não perdeu o disco, pois custei muito a devolvê-lo, hehe!
Compacto para quem não conheceu é um pequeno disco de vinil com uma
ou duas músicas de cada lado. Hoje seria o equivalente ao single.
Foi a primeira vez que tive em minhas mãos um rock para ouvi-lo toda
vez que tivesse vontade. Quase afundei nele a agulha do toca-discos,
de tanto que ouvi aquela canção. Nasceu ali minha paixão por este
ritmo que, para mim, é o melhor de todos. ROCK'N ROLL PRÁ VOCÊS
TODOS!!!
segunda-feira, 11 de julho de 2016
PALAVRAS 2
SENSACIONAL!
FENOMENAL! MOMENTO HISTÓRICO! VERDADEIRA EPOPÉIA! HERÓICOS! GUERREIROS!
Será que alguém ai se habilita
em dizer de onde saíram estas palavras? Será de um livro de aventuras? Quem sabe
de uma daquelas trilogias que depois viram grandes sucessos de bilheteria nos
cinemas? Hein? Hein? Hein?
Erraram feio, hehehe! Seguindo
a trilha na busca pelo significado das palavras, encontrei no esporte, mais precisamente
no futebol, o que talvez seja o mais apaixonante e empolgante uso das palavras.
Peço desculpas aos que não gostam do esporte bretão, mas, parece que não há
nada mais passional, nem as paixões propriamente ditas, do que a narração de uma
partida de futebol. Todo jogo é uma batalha, uma pequena parte de algo maior, o
campeonato, que na verdade é a guerra. Quando o jogo não está indo muito bem
para um dos lados, com resultado desastroso (olha a palavra!), acontece aquela
virada nos últimos minutos, aquele gol salvador que entrará para a história, do
clube e do jogador, é claro, mas é a história. Os portugueses estão ai para
provar o que digo, foram recebidos em Portugal como heróis depois de ganharem a
Eurocopa, como se fossem os romanos voltando de suas conquistas. O futebol é
assim, além de empolgante, capaz de debochar da história. O guerreiro heroico,
um negro, que levou Portugal ao momento histórico, depois de uma verdadeira epopeia
nos gramados franceses, foi o autor de um gol, marcado de maneira sensacional. Que
sirva de lição para os portugueses, com seu passado escravagista, e que o
futebol contribua para virar esta página. E que possamos usar as palavras para
descrever fenomenais alegrias e expressá-las com o mais sensacional dos
sentimentos.
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