terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cadê o Rock?

Resultado de imagem para sexo, orégano e rock

Tenho assistido ao caça talentos XFactor, da Band, na esperança de ver algo novo na música brasileira, estou falando de rock’n roll é claro. Mas, assim como outros programas do tipo, parece que estou assistindo uma seleção de calouros de algum programa americano. A maioria dos candidatos canta em inglês e, o que é pior, quase todos eles cantam música pop americana, destas que se houve toda hora, música comercial, empurrada pelas gravadoras nas rádios.
Quando entrei em contato com o mundo da música, lá na adolescência, as rádios tocavam de tudo, tinha MPB, samba, jovem guarda, tropicália e rock. Estou falando dos anos 70, década nos deu a black music americana e a disco music. Gosto não se discute, eu sei, mas vamos combinar que a qualidade musical está cada vez pior. Nada é tão ruim que não possa piorar, e assim tem sido desde a invasão da lambada. Veio o sertanejo melódico, axé, pagode, tchê music, kalipso, sertanejo universitário, funk, putz!
Quando vieram os anos 80 tivemos uma explosão rockeira nacional, Paralamas, Ira, Legião, Titãs, Engenheiros. Parecia que tudo ia bem, mas o rock nacional desapareceu, fora algumas exceções, verdadeiras resistências no mundo comercial das rádios e gravadoras. Até a Ipanema desapareceu, confesso que fiquei órfão quando encerraram as transmissões no FM.

Felizmente nem tudo está perdido. Nas andanças motociclísticas tenho assistido boas bandas, guerreiras nas trincheiras, tocando o bom e velho rock’n roll. O rock permanece vivo, no circuito underground, mas, se não fosse assim, não seria o rock.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mais Um

Resultado de imagem para corrupto na cadeia

Finalmente, depois de quase um ano, ontem à noite a Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Cunha. Não é todo dia que vemos o parlamento cortar na própria carne. Ficou melhor a Câmara? Infelizmente não, pois há uma enorme quantidade de Suas Excelências respondendo a todo tipo de processos.
A cassação de Cunha, porém, não deixa de ser um bom sinal. Desde a investigação do mensalão e, principalmente, com a operação Lava Jato, a podridão da politicagem está vindo à tona. Veja bem, da politicagem e não da política, que é algo nobre em uma sociedade. Ainda é possível acreditar que dá para consertar nosso Brasil, afinal, quem já tinha visto os poderosos, de ex-ministros a altos executivos de grandes empresas, na cadeia?
Este ato da Câmara não encerra o período de depuração da corrupção, ao contrário, reforça a atuação da Lava Jato, na medida em que acaba de cair um peixe grande que responde em dois inquéritos. Espero que as investigações continuem, independente da cor partidária, corrupto é corrupto, não importa a bandeira que tenha nas mãos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Impeachment

Resultado de imagem para impeachment
Enquanto escrevo os senadores da República estão decidindo o futuro do governo da presidente Dilma. Mesmo não sendo um senador, já vou adiantando meu voto, sou a favor do impeachment. Isto não significa que sou golpista e nem que morro de amores pelo draculeano Temer. A Dilma está caindo muito mais pela sua incompetência em governar o país do que por qualquer outra coisa. Calma, cai também pela voracidade com que a corrupção se apropriou do Estado. É claro que, se os números da economia fossem bons, não haveria impeachment. Ela cai pela sua teimosia em não reconhecer os fatos. Cai, principalmente, pela soberna de seu partido e de seu líder que se auto-iludem numa fantasia de que o Brasil só existe a partir da chegada de Lula ao poder. A mesma soberda que os fez imaginar que bastaria o aval do padrinho e tudo aconteceria num passe de magia. Não aconteceu. O poder serve aos desavisados uma poção inebriante. Quem dela bebe, se lambuza. E a embriaguês do poder impediu o PT de fazer uma adequada leitura das manifestações das ruas a partir de 2013, ironicamente, onde o PT foi forjado. Nestes dias o país está vivenciando fatos que serão estudados nos livros de história, só que a história continua e, muito provavelmente, logo estaremos de volta às ruas pedindo a cabeça dos corruptos de plantão.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Conectados


Enquanto aguardava a saída do professor da sala, num intervalo entre uma e outra aula, esperávamos no corredor eu e mais nove pessoas, observei que cada um estava isolado, ninguém conversava com ninguém. Um folhava o caderno, dois estavam de mão no bolso (eu e outro, hehe) e os outros sete estavam absortos em seus celulares. Cabeças curvadas, ombros arqueados e os dedos freneticamente digitando. É o mundo novo, o ciber espaço, a vida virtual que, ao mesmo tempo em que aproxima as pessoas distantes, pelas possibilidades de contatos que oferece, distancia os que estão próximos.
Logo no início da internet, com o surgimento do e-mail, que já é quase jurássico, cheguei a pensar que as pessoas iriam ler e escrever mais. Putz, que engano, a gurizada criou uma linguagem própria para a internet, uma gíria virtual. Hoje a coisa tá pior, ninguém escreve, só usam estas porcariazinhas chamadas de emotions, que a gente fica tentando decifrar o que significam.
Tenho colegas de sala de aula que ficam literalmente plugados na internet em plena aula e vão ao desespero quando a bateria do celular acaba. É um tal de caça tomada. Já vi vários usando celular acocorados junto às tomadas, enquanto o celular carrega. Não dão descanso pro coitado.
Assim estamos nos dias de hoje, conectados com o mundo e isolados ao mesmo tempo.

A Continência dos Atletas

Está rolando uma grande polêmica sobre os fato dos atletas olímpicos patrocinados pelas Forças Armadas prestarem continência durante a execução do hino nacional. Esta polêmica é um misto de ciumeira e de ranço ideológico.
Ciumeira na medida em que, atletas que receberam o apoio necessário, tornaram-se vitoriosos em seus esportes. Mas afinal, não é exatamente o que todos nós reclamamos? Não estamos sempre criticando a falta de incentivo aos desportistas, afirmando que só há apoio ao futebol e blá, blá, blá.
Vejo ai, também, um ranço ideológico, pelo fato deste apoio vir dos militares. Isto ainda assusta muita gente pelas lembranças do período da ditadura que vivemos, não há muito tempo. Sinceramente, militares cumprindo à constituição, respeitando as instituições democráticas e, ainda por cima, apoiando nossos atletas, não me assustam. Ao contrário, dá orgulho a cada execução do hino nacional e comemoração de ouro olímpico.
Certamente este incentivo é, ao mesmo tempo, uma forma do governo federal apoiar o esporte e uma maneira de dizer ao mesmo governo que, com apoio, nossos atletas se tornarão vencedores.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sobre política



Neste momento os senadores da república estão decidindo se o processo de impeachment deve seguir adiante e se haverá a votação final, de cassação ou não, da presidente Dilma. Ao mesmo tempo, muitas manifestações estão acontecendo país afora a favor da presidente afastada, pregando o fora Temer. 
Paralelamente a tudo isso, surgem a todo momento nos depoimentos da lava jato, denúncias de propinas pagas ao interino Temer, ao ex-presidente Lula, a Aécio Neves e ao Serra, ambos presidenciáveis. E agora, correr pra onde? Dá pra pensar que a presidência escangalha o caráter dos políticos. Claro que não é isso, é sabido que não é o cargo que faz o caráter das pessoas.
Assim como não é novidade que o PMDB do Temer é um bicho papão que está vorazmente se alimentando dos nossos pilas, desde o governo Sarney, também nos governos tucanos e petistas a coisa não foi diferente.
Isto tudo é muito triste, pois, nossas vidas são decidas na política, queiramos ou não. Mesmo aqueles que não gostam da política, têm suas vidas diretamente afetadas pelas decisões dos políticos. Exercer a cidadania na sua plenitude não é somente ir votar no dia das eleições. Ser cidadão é participar, discutir, influenciar, ajudar a decidir o rumo da história. Pode ser a história do seu bairro, da sua sala de aula, enfim, de toda a sociedade. Quando nos abstemos deste exercício, virando as costas para a política, estamos permitindo que dela participem apenas os corruptos, aqueles que estarão nas manchetes e nas denúncias das operações lava jato.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Afinal, sou brasileiro


Quero ver uma grande cerimônia de abertura das olimpíadas, apesar da Anita e do Safadão. 
Quero ver um espetáculo grandioso, sem atentados e com organização, que possa ser elogiado pelo mundo todo e nos deixe com sentimento de orgulho, apesar dos milhões que foram gastos, superfaturados é óbvio. Apesar dos políticos que se beneficiaram política e financeiramente falando.
Quero comemorar muitas medalhas conquistadas pelos nossos atletas, os mesmos que treinam sem apoio oficial, que muitas vezes contam somente com o apoio de uma mãe diarista que sai da cama as 4:00h e vai dormir depois da meia-noite, após um dia estafante de trabalho.
Quero chorar de emoção cada vez que ouvir o hino nacional, afinal, sou brasileiro.