terça-feira, 19 de julho de 2016

Escondidos no Perfume

Retomando minhas caminhadas hoje ao final da tarde, depois de um longo tempo de sedentarismo, deparei-me com uma cena nada agradável. Durante o trajeto, avistei dois guris, acho que tinham uns quinze ou dezesseis anos, fumando um baseado. Até ai nenhuma novidade, está cada vez mais “normal” assistirmos esta cena. Continuei a caminhada, que tinha um percurso repetitivo, então passei por eles novamente e continuavam a fumar. Um pouco depois, foram eles que passaram por mim e estavam exalando um forte perfume de desodorante, destes em spray. Primeiro um, depois o outro cruzaram por mim, e o perfume era o mesmo. De imediato saquei a jogada dos malandrinhos, tomaram banho de perfume para camuflar o cheiro da maconha que ficara impregnado neles. Detalhe, um deles usava mochila escolar, ou seja, naquele horário deveria estar a caminho de casa. Não é segredo para aqueles que me conhecem que sou radicalmente contra às drogas, por isso conto esta história, como alerta aos pais para esta estratégia dissimuladora que os adolescentes usam, a fim de não serem descobertos em suas viagens que, infelizmente, na maioria dos casos não termina em finais felizes.

domingo, 17 de julho de 2016

Quanto vale uma vida?

Todos os dias recebemos notícias que nos dizem que pessoas têm suas vidas tiradas por conta da vontade de outras pessoas. Como assim!? Como alguém pode decidir, e por em prática, o fim da vida de outra pessoa?
Mas é fato, está acontecendo a todo momento, em todo lugar, na França, na Turquia, no Rio de Janeiro e na nossa cidade, em nossa volta.
Aconteceu na França quando, um maluco dirigindo um caminhão atropelou centenas de pessoas, matando mais de oitenta delas durante as comemorações da Queda da Bastilha, justamente a data mais importante para os franceses, símbolo da Revolução Francesa que pôs fim aos regimes tirânicos de reis e rainhas. Pois este atentado está sendo reivindicado pelo Estado Islâmico como sendo de sua autoria, por alguém que teria seguido sua orientação. Daí pergunto, que orientação é esta que decide pela morte de dezenas de pessoas? Não acredito que seja orientação de Alá. Um deus não daria tal ordem, pois creio que uma religião não precisa da morte para se impor sobre as outras, aliás, nenhuma religião deve impor-se às demais.
E na Turquia, quase trezentos mortos em uma tentativa malograda de golpe militar. Quem decidiu que aqueles que fossem contra ou a favor do golpe deveriam morrer? É claro que os que decidiram não morreram. Nem o presidente turco, nem o líder militar golpista e nem mesmo o líder religioso da oposição, que está bem longe da Turquia, nos Estados Unidos. Mas então pergunto, quanto valeu aquelas vidas?
Aqui no nosso país, que vive uma terrível crise na segurança pública, pessoas são mortas diariamente. Os assassinos matam porque a vítima reage, porque não tem dinheiro para entregar, neste caso a vida não vale nada. Matam para subir de posto na hierarquia da facção a qual pertencem.
Então, o valor de uma vida será definido não pelas suas próprias escolhas, mas, pelo que ela representa nas escolhas de seu assassino.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Dia do Rock?


Hoje é o dia do rock! Sim, hoje, ontem e amanhã. Para quem gosta do rock'n roll, todos os dias são dias do rock.
Não sou muito chegado a estas datas comemorativas, dia disto, dia daquilo, Mas esta data em especial tem um significado relevante. O dia 13 de julho foi escolhido por sugestão do Phil Collins devido à realização, neste dia em 1985, de um showzaço organizado pelo Bob Geldof, para arrecadar recursos para combater a fome na Etiópia. Uma causa nobre recebendo a solidariedade da melhor das músicas, o rock. Tá lá no Wikipédia, inclusive com o detalhe de que só é comemorada no Brasil.
Em meados dos anos 70 um amigo comprou um compacto do Eric Clapton, com a música I Shot the Sheriff. Ele caiu na asneira de me emprestar e por pouco não perdeu o disco, pois custei muito a devolvê-lo, hehe! Compacto para quem não conheceu é um pequeno disco de vinil com uma ou duas músicas de cada lado. Hoje seria o equivalente ao single. Foi a primeira vez que tive em minhas mãos um rock para ouvi-lo toda vez que tivesse vontade. Quase afundei nele a agulha do toca-discos, de tanto que ouvi aquela canção. Nasceu ali minha paixão por este ritmo que, para mim, é o melhor de todos. ROCK'N ROLL PRÁ VOCÊS TODOS!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2016

PALAVRAS 2


SENSACIONAL! FENOMENAL! MOMENTO HISTÓRICO! VERDADEIRA EPOPÉIA! HERÓICOS! GUERREIROS!
Será que alguém ai se habilita em dizer de onde saíram estas palavras? Será de um livro de aventuras? Quem sabe de uma daquelas trilogias que depois viram grandes sucessos de bilheteria nos cinemas? Hein? Hein? Hein?

Erraram feio, hehehe! Seguindo a trilha na busca pelo significado das palavras, encontrei no esporte, mais precisamente no futebol, o que talvez seja o mais apaixonante e empolgante uso das palavras. Peço desculpas aos que não gostam do esporte bretão, mas, parece que não há nada mais passional, nem as paixões propriamente ditas, do que a narração de uma partida de futebol. Todo jogo é uma batalha, uma pequena parte de algo maior, o campeonato, que na verdade é a guerra. Quando o jogo não está indo muito bem para um dos lados, com resultado desastroso (olha a palavra!), acontece aquela virada nos últimos minutos, aquele gol salvador que entrará para a história, do clube e do jogador, é claro, mas é a história. Os portugueses estão ai para provar o que digo, foram recebidos em Portugal como heróis depois de ganharem a Eurocopa, como se fossem os romanos voltando de suas conquistas. O futebol é assim, além de empolgante, capaz de debochar da história. O guerreiro heroico, um negro, que levou Portugal ao momento histórico, depois de uma verdadeira epopeia nos gramados franceses, foi o autor de um gol, marcado de maneira sensacional. Que sirva de lição para os portugueses, com seu passado escravagista, e que o futebol contribua para virar esta página. E que possamos usar as palavras para descrever fenomenais alegrias e expressá-las com o mais sensacional dos sentimentos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PALAVRAS


Acredito que todos já leram um provérbio que diz que a flecha lançada é como a palavra pronunciada ou algo assim, numa alusão de que não há como retroceder no que foi dito.
Mas, e se o que for dito não corresponder ao seu próprio significado? Parece complicado? Então prestem atenção em qualquer fala do Senador Renan Calheiros. Pelas suas palavras, o cara é uma aula de oratória, um digno representante do que há de melhor em comportamento republicano, um paladino da postura ética e proba que um representante do povo deve ter, ou então assistam o pronunciamento-renúncia do Eduardo Cunha (renúncia só da presidência da Câmara, não do mandato). UAU! Com que honradez que ele tem exercido seu mandato, e que retidão de caráter que é sua vida pública! É claro que toda aquela grana na Suíça e o seu espetacular enriquecimento é resultado do suor do seu trabalho, aliás, os suíços são uns mentirosos e as provas das contas bancárias que eles enviaram ao Brasil são falsas.
É esse tipo de gente que está afastando as pessoas sérias da política. Infelizmente, a política no seu sentido literal deixou de ser praticada em nosso país. Isto não é nada bom, pois desta maneira, são os sem-caráter que vão ocupando os espaços na política, tomando o poder e controlando o país, transformando o que é público numa extensão de seus quintais, apropriando-se com toda voracidade, e de todas as formas, dos recursos que deveriam estar sendo aplicados na saúde, educação, segurança, etc, etc, etc...
Mas, voltando às palavras, como é fácil dizê-las não importando se elas refletem o seu verdadeiro significado. Do jeito que elas estão sendo tratadas, o provérbio lá do início vai perder seu significado.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

LULA ESTÁ INDIGNADO

O ex-presidente Lula se diz indignado com a notícia de que estaria tentando coagir o ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal.
Já faz algum tempo que a imprensa tem noticiado a intenção da cúpula petista de apagar da história brasileira a existência do mensalão. No auge das denúncias, daquele que foi um dos maiores escândalos de corrupção e desvio de recursos públicos, o então ministro da justiça do governo Lula, Márcio Thomaz Bastos (o mesmo que hoje defende o bicheiro Carlinhos Cachoeira), orientou os líderes do PT envolvidos no esquema, a silenciar quando convocados a depor. É a mesma tática empregada pelo seu atual cliente.
Com a tentativa de Lula de protelar, no STF, o julgamento do mensalão, o PT pretende que o processo seja prescrito pelo tempo transcorrido e que o mesmo não seja julgado.
O caso poderá não ser julgado, poderá não haver condenados, mas não será apagado dá nossa memória. Isto nenhuma manobra maquiavélica conseguirá fazer.
Indignados, Lula, estamos todos nós, a sociedade brasileira. Indignada com a roubalheira escancarada, com a cara-de-pau daqueles que, ao negar o mensalão, diziam tratar-se de caixa dois para campanha eleitoral, como se isto não se constituísse em crime também.
indignados estamos agora, com esta esdrúxula tentativa de coação da justiça e com o deboche de pensar que vamos esquecer que o mensalão existiu.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CAI-CAI MINISTERIAL

A média de queda de ministros no governo da Presidente Dilma é de 1 a cada 42,5 dias, sendo que, cinco ministros caíram por denúncias de irregularidades em seus ministérios. Neste ritmo, todo o ministério será substituído antes do final de seu mandato.

A Presidente chegou a prometer que realizaria uma faxina ética no governo, mas até agora ficou somente no discurso. A verdadeira faxina está acontecendo devido às denúncias que aparecem na imprensa. Talvez seja por isso que, em seu último congresso, o PT tenha retomado a intenção de impor um controle sobre os órgãos de imprensa. O controle absoluto da sociedade é algo tentador ao PT e seus aliados no poder. Basta lembrar que no governo Lula surgiu a ideia de impor restrições ao trabalho dos promotores de justiça. Isto após uma série de investigações que atingiam aliados e estavam chegando perto do Palácio do Planalto.

O medo de ser investigado e a dificuldade de conviver com a crítica são próprios de ditaduras e ai está o que parece ser uma contradição, tanto Lula quanto Dilma, tem em seu currículo a luta pela redemocratização do país. Então, como explicar esta mudança de comportamento ao chegar ao poder? Simples, o objetivo está alcançado. O poder é o que lhes interessava e não a democracia. Eles lutavam contra a ditadura dos militares para, quando lhes fosse possível, implantar a sua ditadura. Não há, portanto, contradição nas suas atitudes. O que há na realidade é a tentativa de impor à sociedade brasileira a sua vontade pelo controle absoluto do Estado, transformado em “aparelho”, tamanha é a infiltração corrosiva na ocupação de cargos.

A sucessiva queda de ministros revela que, além da aparelhagem da estrutura estatal, as escolhas de aliados a qualquer custo levam para dentro do governo todo tipo de caráter e deixam a Presidente refém da corrupção. Ela terá que reagir e por em prática a prometida faxina ética. Na verdade não tem escolha, ou é isto ou não governa, pela paralisia da máquina a partir do momento de cada denúncia até a escolha de um sucessor.



Governar um país com o tamanho e a importância do nosso Brasil não é uma tarefa para amadores nem aventureiros. A presidente precisa urgentemente assumir as rédeas de seu governo e mostrar que tem as condições para estar e permanecer ali. Também precisa aprender a conviver com a crítica, que é legítima em um estado democrático. É sabido que a democracia ainda é o melhor remédio para a sociedade.